Os amiguinhos nas férias

É sempre muito bom estar de férias, realizar coisas novas, com horários distintos e com amigos diferentes. Sempre que estamos de férias o tempo voa, estamos mais divertidos e geralmente mais motivados para estar com os amigos.

Nos tempos de férias, é presente a preocupação parental sobre onde vão deixar os seus filhos nesta altura, com quem e que actividades realizar uma vez que a grande maioria tem de ir trabalhar. São muitas as opções, desde as mais familiares de ficar com os avós ou tios, os próprios colégios ou os ATL’s, ou até os Campos de Férias. Nestes locais as actividades e a diversão são imensas: podem ir visitar museus, ir à praia, ao campo, fazer jogos novos, ir ao teatro ou ao cinema, realizar festas, entre outros divertimentos e também disfrutar de novos amigos. Durante o tempo das férias as possibilidades são inúmeras! Haja tempo para desfrutar de uma grande parte que tão merecidas são.
Contudo também crianças que fica com familiares se podem divertir igualmente. Jogar com os mais velhos, aprender com eles, passear, visitar exposições,…

Pelo contacto com novos colegas, durante as férias as crianças criam novos laços e partilham, muitas delas, experiencias inesquecíveis. Existem algumas um pouco mais tímidas e de mais difícil adaptação aos novos colegas, mas existem outras que facilmente criam relações de amizade e numa faixa etária entre os 3 e os 8 anos, as amizades podem tornar-se muito importantes, podem ser vistas como figuras de apoio ao próprio crescimento e desenvolvimento da criança.

As crianças em idade pré-escolar sentem muita necessidade em comunicar e em se relacionar com os outros. Ainda se encontram em fase de desenvolvimento motor, de se tornarem mais autónomas e confiantes e o contacto com outras crianças ajuda e favorece a isso mesmo.

As crianças em idade escolar, têm já outro tipo de necessidades como a partilha de informação, de experiencias e a constante aprendizagem desenrola-se entre pares em que com outros colegas o processo desenrola-se com maior simplicidade.

É por volta dos 5/6 que as crianças começam a ter os melhores amigos. Não significa que anteriormente não tenham as suas preferências, mas nesta altura adquirem novas matrizes. Quando falamos de amizades, os rapazes têm os melhores amigos e as raparigas as meninas as melhores amigas. É natural que os melhores amigos dos crianças pequenas não sejam crianças mais velhas, assim como os melhores amigos das meninas não sejam os meninos. A amizade manifesta-se assim de extrema importância e os colegas de escola, do desporto, do atl, ou os vizinhos são alvo de demonstração de afecto. Mas também os amigos são valorizados pelo que sabem e pelo que fazem, pelas aventuras vividas e pelos segredos partilhados.

Quando terminam as férias, por vezes, existe uma separação entre as crianças que se pode tornar dolorosa, se for efectuada de forma repentina. No entanto, não quer dizer que surja um grande problema ou mesmo um trauma nestas situações. Refiro-me a crianças a partir dos seus 7 anos, visto que anteriormente tal não se verifica. A amizade, a partir desta faixa etária, vai ganhando uma importância fundamental para a vida da criança e, para além disso, ajudará a criar a própria identidade do seu filho.

A partir dos 8 anos já tendem a percepcionar a amizade como os adultos. Compreendem o que significa compartilhar – não só objectos – e percebem que pode existir alguém com quem falar e escutar, alguém com quem contar para os bons e maus momentos, para compartilhar tristezas e alegrias.

É sempre importante, se possível, manter o contacto com os colegas com quem se passaram as férias. Realizar encontros esporádicos (quando possível mas com a preocupação de ter alguma regularidade), ficar com o contacto telefónico ou até utilizar as novas tecnologias para estarem em contacto uns com os outros.

Podem existir crianças que não necessitam de manter essa proximidade com os seus “amiguinhos” de férias, no entanto, podem existir outras que se não mantiverem esse contacto, podem-se sentir tristes e até com sentimento de perda e abandono.

Os pais devem tentar manter esse contacto, benéfico para a criança, visto que a vai incentivar à partilha, ao desenvolvimento de competências e do seu processo de socialização natural.

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