filha

A partir do momento que somos pais, aceitamos o desafio de educar um ser humano com características únicas.

Para o fazer temos de nos confrontar, a cada etapa do crescimento dos nossos filhos, com as nossas próprias angústias, medos, desejos e aspirações.

Uma relação baseada no respeito pelo outro é fundamental para equilibrar o crescimento. Este respeito é a capacidade de ler no outro as suas motivações, necessidades, competências e desejos. A capacidade de ler a sua individualidade.

Quando nasce um bebé, naturalmente, acertamos os ponteiros do nosso relógio para as suas necessidades físicas e emocionais. No entanto este foco que a mãe faz intuitivamente nos primeiros tempos de vida deve, gradualmente, ser reajustado.

Se inicialmente um bebé necessita da sua mãe para sobreviver, física e emocionalmente, à medida que vai crescendo vai maturando competências que lhe permitem ir sendo cada vez mais autónomo e independente.

Um ambiente familiar saudável em que os elementos comunicam de forma adequada, isto é; ouvem, confiam, responsabilizam, mostram interesse e compreensão pelo outro é, naturalmente, um espaço de crescimento não só para as crianças, mas também para os pais.

 

Ser pai e mãe é, a cada momento e ação, validar ou não a possibilidade daquele sujeito (filho) ser e fazer acontecer. O maior desafio é conseguir fazê-lo baseado num princípio de respeito e de não posse.

 

Nos últimos 60 anos assistimos a um conjunto de alterações sociais que condicionaram, de uma forma ou de outra, o modo de educar uma criança.

Nas gerações mais antigas, numa cultura de pouca abundância e alguma fragilidade social, os filhos foram educados como pequenos adultos, com tarefas e responsabilidades que hoje em dia consideramos, muitas vezes até abusivas. Estas tarefas e exigências do crescimento levavam à rápida individuação das crianças das suas figuras de referência. Mais tarde, estes filhos, que se tornaram pais, sentiram necessidade de proporcionar aos seus filhos as condições que não tiveram, colocando-os sempre em primeiro lugar.

Hoje, questionamos se esta atitude de colocar os filhos em primeiro lugar esquecendo, muitas vezes, os próprios sonhos e aspirações, os ajuda a crescer melhor e mais felizes.

Baseados no princípio do “ meu filho em primeiro lugar e depois eu”, passámos a pecar por excesso, tratando as crianças como seres privilegiados, com muitos direitos e poucos ou nenhuns deveres. Abdicámos de ter sonhos ou projetos em prol das “necessidades” da criança. Esquecendo que este comportamento promove a leitura de que tudo funciona em função dos seus desejos e necessidades.

Ora sabemos que para desenvolver boas competências de auto regulação das emoções, as crianças têm que experienciar a frustração. Sabemos que para conseguir relacionar-se com os outros de forma serena é fundamental saber esperar e ouvir o outro na sua necessidade. Quando os pais abdicam, sempre, das suas necessidade em prol apenas das necessidades e desejos dos seus filhos, ensinam-lhes que na vida vai ser, também, sempre assim. Desta forma, sem querer, dificultam-lhes o seu crescimento.

Enquanto seres humanos desempenhamos múltiplos papeis. Se por um lado somos pais, somos igualmente homem/ mulher, companheiro(a), profissional, amigo…etc. O equilíbrio está em conseguir nas diferentes relações e contextos que integramos encontrar um meio termo.

Um crescimento saudável, é aquele que o espaço de amor é pautado pelos princípios do respeito, responsabilização e liberdade para errar.

Desta forma em vez de dizer: “Primeiro o meu filho e depois eu!”, talvez seja mais enriquecedor dizer apenas: O meu filho e eu (nós e os outros)!

Se queremos ajudar as crianças a ser autónomas, seguras, responsáveis e felizes é fundamental compreender a criança na sua individualidade e, ao mesmo tempo, passar-lhe a segurança de que somos também seres únicos com frustrações, desejos próprios e aspirações pessoais.

Os pais são aqueles que primeiro dirigem e orientam a ação da criança. Mais tarde, apoiam-na nos seus desafios na relação com o mundo e finalmente confiam e permitem “caminhar” sozinho.

Quando os filhos se tornam autónomos e independentes é muito securizante e enriquecedor perceber que os seus pais têm, eles próprios, um projeto de vida que ultrapassa a dimensão de ser, apenas e só, pai.

 

familia

Se encararmos a família como um organismo vivo, em que as crianças aprendem através de atividades básicas, valores como o amor, o respeito, a partilha e a solidariedade, constatamos que  é  a família que faz a mediação da relação entre a criança e os meios em que ela se vai inserir socialmente. E podemos dizer, como Maurício Knobel, que “o lar é a escola da vida!”

De facto é na família que a criança experiencia o amor incondicional, na medida em que é no seio desta que ela é acolhida e amada sem condições prévias. É na família e através dos seus valores, orientações e critérios de conduta, que a criança define o seu próprio projeto e dá significado à sua existência.

É na família que a criança desenvolve e aprende as suas primeiras competências de relacionamento interpessoal. É aqui que ela se confronta, em primeira mão, com a diferença, seja esta, sexual, de idade,  de temperamento,  de ideias,  de comportamentos….e é através da teia relacional familiar, que ela própria, vai desenvolvendo as suas competências relacionais  e as transporta para outros contextos. Aqui lida com as suas primeiras frustrações, aprende que diferentes pessoas podem ter diferentes limites, que diferentes contextos exigem diferentes comportamentos. Na família experiencia a sua primeira rede de solidariedade, desenvolve as suas primeiras competências ao nível da autonomia, segurança, sentimento de pertença. Em família aprende como lidar com o conflito e  com outros desafios com que se vai confrontar na vida exterior ao contexto familiar.

Assim, um ambiente familiar saudável será naturalmente potenciador de um crescimento saudável, na medida em que ajuda a criança a desenvolver competências de relação intra e interpessoal que a ajudarão a enfrentar os desafios do crescimento.

Quando falamos em relação familiar saudável, falamos de um lugar de emoções, de um espaço onde têm lugar amores e desamores, entendimentos e desentendimentos,  frustrações e  alegrias.

Uma família saudável é aquela que tem capacidade, pela comunicação existente entre os seus membros, de reparar os afetos negativos, através do entendimento e do perdão. Para esta comunicação acontecer de forma saudável, os limites e os papéis devem estar claramente definidos. Sabendo cada elemento, o lugar que ocupa na constelação familiar e quais os seus direitos e os seus deveres.

Os membros da família poderão, em momentos distintos, estabelecer alianças distintas, no entanto, os pais devem manter-se uma frente unida e a criança deve perceber isto.

Um ambiente familiar saudável em que os elementos comunicam de forma adequada, isto é; ouvem, confiam, responsabilizam, mostram interesse e compreensão pelo outro é naturalmente um espaço de crescimento não só para as crianças, mas também para os pais.

A partir do momento que somos pais, aceitamos o desafio de educar um ser humano com características únicas. Mas para o fazer temos, de nos confrontar, a cada etapa do crescimento dos nossos filhos, com as nossas próprias angústias, medos, desejos e aspirações.

Hoje, existem famílias muito diferentes do passado, na medida em que há um maior número de famílias em que a maternidade acontece mais tarde, a mulher trabalha fora de casa, há famílias monoparentais, famílias em que os pais se separaram e constituíram posteriormente outros núcleos familiares. Sendo estes apenas alguns dos exemplos.

Futuramente estes modelos familiares manterão a tendência para se alterar, uma vez que a esperança média de vida continuará a aumentar, os desafios sociais e de trabalho são outros, e os modelos de família evoluirão em paralelo com as mudanças sociais.

Mais importante do que pertencer uma família tradicional ou outra, a influência que os pais têm nos comportamentos dos seus filhos, prende-se essencialmente com o estilo relacional que desenvolvem entre eles e para com os seus filhos.

Uma relação baseada no respeito pelo outro (seja este outro adulto ou criança), é fundamental para equilibrar o crescimento. Este respeito é a capacidade de ler no outro as suas motivações, necessidades, competências e desejos e de forma racional, mudar o que pode ser mudado de forma a equilibrar o sistema familiar.

Se queremos ajudar as crianças a ser autónomas, seguras, responsáveis e felizes teremos que no seio da nossa família passar todos estes valores através da relação.

É fundamental compreender a criança na sua individualidade e, ao mesmo tempo, passar-lhe a segurança de quem lidera o processo. Os pais são aqueles que primeiro dirigem e orientam a ação da criança. Mais tarde, apoiam-na nos seus desafios na relação com o mundo (os amigos, a escola….) e finalmente confiam nas suas escolhas e deixando-as enquanto jovens  experimentar o seu projeto de vida.

Esta segurança e convicção que os pais passam para os seus filhos, tem um profundo impacto na auto estima dos mesmos.

 

A qualidade das relações familiares têm grande influência no crescimento das crianças. O equilíbrio do sistema familiar, seja este de que natureza for, vai influenciar a forma como a criança cresce e se relaciona com o mundo.

Se a criança vive com diálogo, respeito, tolerância, encorajamento, aceitação, reconhecimento, honestidade, justiça, segurança e amizade, aprende a ouvir, a respeitar,  ser paciente, gostar de si, ter objetivos, a confiar no que a rodeia e a viver segura, arriscando ser feliz.

 

relacoesfamiliars

Se encararmos a família como um organismo vivo, em que as crianças aprendem através de atividades básicas, valores como o amor, o respeito, a partilha e a solidariedade, constatamos que  é  a família que faz a mediação da relação entre a criança e os meios em que ela se vai inserir socialmente. E podemos dizer, como Maurício Knobel, que “o lar é a escola da vida!”

De facto é na família que a criança experiencia o amor incondicional, na medida em que é no seio desta que ela é acolhida e amada sem condições prévias. É na família e através dos seus valores, orientações e critérios de conduta, que a criança define o seu próprio projeto e dá significado à sua existência.

É na família que a criança desenvolve e aprende as suas primeiras competências de relacionamento interpessoal. É aqui que ela se confronta, em primeira mão, com a diferença, seja esta, sexual, de idade,  de temperamento,  de ideias,  de comportamentos….e é através da teia relacional familiar, que ela própria, vai desenvolvendo as suas competências relacionais  e as transporta para outros contextos. Aqui lida com as suas primeiras frustrações, aprende que diferentes pessoas podem ter diferentes limites, que diferentes contextos exigem diferentes comportamentos. Na família experiencia a sua primeira rede de solidariedade, desenvolve as suas primeiras competências ao nível da autonomia, segurança, sentimento de pertença. Em família aprende como lidar com o conflito e  com outros desafios com que se vai confrontar na vida exterior ao contexto familiar.

Assim, um ambiente familiar saudável será naturalmente potenciador de um crescimento saudável, na medida em que ajuda a criança a desenvolver competências de relação intra e interpessoal que a ajudarão a enfrentar os desafios do crescimento.

Quando falamos em relação familiar saudável, falamos de um lugar de emoções, de um espaço onde têm lugar amores e desamores, entendimentos e desentendimentos,  frustrações e  alegrias.

Uma família saudável é aquela que tem capacidade, pela comunicação existente entre os seus membros, de reparar os afetos negativos, através do entendimento e do perdão. Para esta comunicação acontecer de forma saudável, os limites e os papéis devem estar claramente definidos. Sabendo cada elemento, o lugar que ocupa na constelação familiar e quais os seus direitos e os seus deveres.

Os membros da família poderão, em momentos distintos, estabelecer alianças distintas, no entanto, os pais devem manter-se uma frente unida e a criança deve perceber isto.

Um ambiente familiar saudável em que os elementos comunicam de forma adequada, isto é; ouvem, confiam, responsabilizam, mostram interesse e compreensão pelo outro é naturalmente um espaço de crescimento não só para as crianças, mas também para os pais.

A partir do momento que somos pais, aceitamos o desafio de educar um ser humano com características únicas. Mas para o fazer temos, de nos confrontar, a cada etapa do crescimento dos nossos filhos, com as nossas próprias angústias, medos, desejos e aspirações.

Hoje, existem famílias muito diferentes do passado, na medida em que há um maior número de famílias em que a maternidade acontece mais tarde, a mulher trabalha fora de casa, há famílias monoparentais, famílias em que os pais se separaram e constituíram posteriormente outros núcleos familiares. Sendo estes apenas alguns dos exemplos.

Futuramente estes modelos familiares manterão a tendência para se alterar, uma vez que a esperança média de vida continuará a aumentar, os desafios sociais e de trabalho são outros, e os modelos de família evoluirão em paralelo com as mudanças sociais.

Mais importante do que pertencer uma família tradicional ou outra, a influência que os pais têm nos comportamentos dos seus filhos, prende-se essencialmente com o estilo relacional que desenvolvem entre eles e para com os seus filhos.

Uma relação baseada no respeito pelo outro (seja este outro adulto ou criança), é fundamental para equilibrar o crescimento. Este respeito é a capacidade de ler no outro as suas motivações, necessidades, competências e desejos e de forma racional, mudar o que pode ser mudado de forma a equilibrar o sistema familiar.

Se queremos ajudar as crianças a ser autónomas, seguras, responsáveis e felizes teremos que no seio da nossa família passar todos estes valores através da relação.

É fundamental compreender a criança na sua individualidade e, ao mesmo tempo, passar-lhe a segurança de quem lidera o processo. Os pais são aqueles que primeiro dirigem e orientam a ação da criança. Mais tarde, apoiam-na nos seus desafios na relação com o mundo (os amigos, a escola….) e finalmente confiam nas suas escolhas e deixando-as enquanto jovens  experimentar o seu projeto de vida.

Esta segurança e convicção que os pais passam para os seus filhos, tem um profundo impacto na auto estima dos mesmos.

 

A qualidade das relações familiares têm grande influência no crescimento das crianças. O equilíbrio do sistema familiar, seja este de que natureza for, vai influenciar a forma como a criança cresce e se relaciona com o mundo.

Se a criança vive com diálogo, respeito, tolerância, encorajamento, aceitação, reconhecimento, honestidade, justiça, segurança e amizade, aprende a ouvir, a respeitar,  ser paciente, gostar de si, ter objetivos, a confiar no que a rodeia e a viver segura, arriscando ser feliz.

 

monica_nogueira


O programa “A Tarde é Sua”, diariamente emitido na TVI e apresentado por Fátima Lopes – que por se encontrar de férias deu lugar a Iva Domingues – abordou hoje sexta-feira, dia 29, o tema da adolescência e a nossa psicóloga Mónica Nogueira foi convidada a estar.

 

Estiveram em estúdio dois casos de pais e filhos que acederam a partilhar com o programa as formas de lidar com os filhos adolescentes e como esses filhos respondem ou não aos seus intentos.

Na conversa abordaram questões como:

– Aparência : porque nunca têm roupa suficiente, porque querem determinadas calças ou t-shirt, roupa de marca, coisas que viram os amigos a vestir; as borbulhas e o corte de cabelo;

– Carinho maternal/paternal: o deixar de querer os mimos dos pais, a sua companhia (quando chegam à escola já não gostam do beijo na cara do pai ou do abraço apertado da mãe (vergonha));

– A responsabilidade: quando perdem tudo e mais alguma coisa ou não têm zelo pelas coisas

– Pequenas provocações aos pais: portar-se mal à mesa, arrotar em público quando já lhe foi pedido para não o fazer; usar calças descaídas a mostrar a roupa interior;

– A Internet – dor de cabeça ou não

– Os jogos de computador, playstation, etc.

– Sair à noite: conflitos por causa das horas, da roupa, companhia

– O álcool e drogas: chegar a casa alcoolizado ou desconfiança do uso de drogas

– A influência os amigos: se forem uma má influência, como abordar a questão?

– Decoração do quarto: o espaço que é deles

– O dinheiro: mesadas, semanas, diárias…

– Se faz questão de acompanhar a evolução dos tempos: estar por cima de assuntos, tecnologias, modas, correntes musicais e grupos com que eles se deparam diariamente;

– A relação entre pai e filho / mãe e filha / pai e filha / mãe e filho: amigos, confidentes, distantes…