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A importância da diversão em tempo de férias.

É este o tema abordado por Renato Paiva, na TSF, no programa Pais e Filhos, onde se fala de uma necessidade que deve ser vivida pelas crianças e adolescentes e da aprendizagem que deve ser feita pelos pais no sentido de deixarem os filhos experimentarem estes momentos de diversão, muitas vezes longe de casa.

Para ouvir…

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=3999186

amigos

É sempre muito bom estar de férias, realizar coisas novas, com horários distintos e com amigos diferentes. Sempre que estamos de férias o tempo voa, estamos mais divertidos e geralmente mais motivados para estar com os amigos.

Nos tempos de férias, é presente a preocupação parental sobre onde vão deixar os seus filhos nesta altura, com quem e que actividades realizar uma vez que a grande maioria tem de ir trabalhar. São muitas as opções, desde as mais familiares de ficar com os avós ou tios, os próprios colégios ou os ATL’s, ou até os Campos de Férias. Nestes locais as actividades e a diversão são imensas: podem ir visitar museus, ir à praia, ao campo, fazer jogos novos, ir ao teatro ou ao cinema, realizar festas, entre outros divertimentos e também disfrutar de novos amigos. Durante o tempo das férias as possibilidades são inúmeras! Haja tempo para desfrutar de uma grande parte que tão merecidas são.
Contudo também crianças que fica com familiares se podem divertir igualmente. Jogar com os mais velhos, aprender com eles, passear, visitar exposições,…

Pelo contacto com novos colegas, durante as férias as crianças criam novos laços e partilham, muitas delas, experiencias inesquecíveis. Existem algumas um pouco mais tímidas e de mais difícil adaptação aos novos colegas, mas existem outras que facilmente criam relações de amizade e numa faixa etária entre os 3 e os 8 anos, as amizades podem tornar-se muito importantes, podem ser vistas como figuras de apoio ao próprio crescimento e desenvolvimento da criança.

As crianças em idade pré-escolar sentem muita necessidade em comunicar e em se relacionar com os outros. Ainda se encontram em fase de desenvolvimento motor, de se tornarem mais autónomas e confiantes e o contacto com outras crianças ajuda e favorece a isso mesmo.

As crianças em idade escolar, têm já outro tipo de necessidades como a partilha de informação, de experiencias e a constante aprendizagem desenrola-se entre pares em que com outros colegas o processo desenrola-se com maior simplicidade.

É por volta dos 5/6 que as crianças começam a ter os melhores amigos. Não significa que anteriormente não tenham as suas preferências, mas nesta altura adquirem novas matrizes. Quando falamos de amizades, os rapazes têm os melhores amigos e as raparigas as meninas as melhores amigas. É natural que os melhores amigos dos crianças pequenas não sejam crianças mais velhas, assim como os melhores amigos das meninas não sejam os meninos. A amizade manifesta-se assim de extrema importância e os colegas de escola, do desporto, do atl, ou os vizinhos são alvo de demonstração de afecto. Mas também os amigos são valorizados pelo que sabem e pelo que fazem, pelas aventuras vividas e pelos segredos partilhados.

Quando terminam as férias, por vezes, existe uma separação entre as crianças que se pode tornar dolorosa, se for efectuada de forma repentina. No entanto, não quer dizer que surja um grande problema ou mesmo um trauma nestas situações. Refiro-me a crianças a partir dos seus 7 anos, visto que anteriormente tal não se verifica. A amizade, a partir desta faixa etária, vai ganhando uma importância fundamental para a vida da criança e, para além disso, ajudará a criar a própria identidade do seu filho.

A partir dos 8 anos já tendem a percepcionar a amizade como os adultos. Compreendem o que significa compartilhar – não só objectos – e percebem que pode existir alguém com quem falar e escutar, alguém com quem contar para os bons e maus momentos, para compartilhar tristezas e alegrias.

É sempre importante, se possível, manter o contacto com os colegas com quem se passaram as férias. Realizar encontros esporádicos (quando possível mas com a preocupação de ter alguma regularidade), ficar com o contacto telefónico ou até utilizar as novas tecnologias para estarem em contacto uns com os outros.

Podem existir crianças que não necessitam de manter essa proximidade com os seus “amiguinhos” de férias, no entanto, podem existir outras que se não mantiverem esse contacto, podem-se sentir tristes e até com sentimento de perda e abandono.

Os pais devem tentar manter esse contacto, benéfico para a criança, visto que a vai incentivar à partilha, ao desenvolvimento de competências e do seu processo de socialização natural.

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A primeira vez que pensamos levar o nosso filho à praia, é um momento de grande entusiasmo e também alguma expectativa, uma vez que não temos ainda qualquer referência sobre o seu comportamento em relação à areia, à água do mar e a todo aquele novo ambiente que é a praia: novos sons, novos cheiros, novas texturas….

 


Mas…E se o meu filho não gostar de entrar na água do mar?

…e se o meu filho não quiser pôr os pés na areia?

 

Os adultos nem sempre lidam da melhor maneira com este tipo de situações e, com a melhor das intenções, chegam mesmo a repreender a criança ou obrigá-la a enfrentar o “medo” (obrigá-la a entrar na água, deitá-la na areia…), principalmente quando não encontram uma razão que justifique aquela reação. Este tipo de atitude pode provocar desequilíbrios psicológicos e emocionais, tornando as situações ainda mais complicadas; expor a criança a situações nas quais ela se sinta insegura só vai causar mais medo, ansiedade e insegurança. Todos nós tivemos em alguma fase da nossa vida, alguns medos, sem qualquer razão aparente, que acabámos por ultrapassar. O medo é uma emoção básica, que nos coloca em alerta e nos prepara para nos defendermos perante a percepção de perigo.

 

É natural que uma criança que vai à praia pela primeira vez se sinta pouco à vontade neste ambiente que, para ela, é completamente novo. O cérebro recebe toda a informação através dos sentidos e é esta integração sensorial que permite a criança adaptar o seu comportamento às novas situações com que se depara. Não podemos esquecer que a praia é um ambiente extremamente rico em estímulos sensoriais, aos quais a criança não está habituada.

 

Comece por “deixar” a criança conhecer e sentir as diferentes texturas que irá encontrar na praia; em casa, num ambiente que lhe é familiar e lhe transmite segurança, mostre-lhe a areia, deixe-a tocar, sentir…o mesmo com a água, no banho, no lavatório…

 

Quando têm medo do mar
Em primeiro lugar, tenha sempre presente que é necessário respeitar a criança. Vá devagarinho e tenha muita paciência; se a obrigar, estará a agravar o problema. Por vezes estes receios tornam-se mais graves, devido a situações de pânico em que as crianças foram forçadas a mergulhar ou a pôr os pés na água quando ainda não se sentiam preparadas para isso.

 

Algumas ideias:

– Em casa, tente recriar o som do mar, num ambiente que normalmente seja calmo e confortante para a  criança (pode utilizar um CD de relaxação com sons de mar, vento…);

– Ao lavar a cara, deixe a água escorrer normalmente; não passe a mão imediatamente para secar os olhos;

– Na hora do banho, use um regador de praia para brincar e deitar água devagarinho no corpo da criança, para que ela se acostume aos “salpicos”;

– Acostume a criança com água em movimento, seja no chuveiro ou mesmo na banheira, simulando pequenas ondas; pode até utilizar espuma de banho para simular a espuma das ondas do mar;

– Na praia, não vá para o mar assim que chega; deixe a criança acostumar-se com a areia molhada primeiro;

– Use uma piscina insuflável para brincar: o nível de água é baixo, o que permitirá que a criança se sinta mais segura;

– As bóias ou braçadeiras são apoios que transmitem alguma segurança, mas é importante que a criança aprenda a equilibrar-se com elas; pode utilizá-las mesmo que a criança fique apenas à beira-mar.

Água é diversão, não é obrigação! Nunca force uma criança que tem medo da água a mergulhar; ela tem de se sentir segura e estar convencida de que a água não oferece perigo. Todas as crianças são diferentes e cada uma tem o seu ritmo próprio para enfrentar os desafios!
Quando não gostam da areia
Há crianças que simplesmente não gostam de sentir a areia. Não só pela sua textura, mais ou menos áspera, mas também pela falta de solidez no contacto com os pés, que condiciona o equilíbrio estático e dinâmico; a areia é mole e para a criança parece que o “chão está a fugir”. Mais uma vez é necessária muita paciência e nunca forçar a criança.

– Em casa, deixe a criança experimentar pisos diferentes (chão de madeira, alcatifa, azulejo…) e, se tiver oportunidade, vá a parques ou ao campo e deixe-a experimentar e sentir a relva, a terra…;

– Deixe-a escolher os seus brinquedos preferidos para levar à praia;

– Utilize uma toalha grande e sente a criança no meio, de forma a não tocar na areia; faça algumas brincadeiras e aos poucos vá introduzindo jogos com areia;

– Experimente calçar-lhe umas meias, minimizando assim o contacto dos pés com a areia;

– Prepare algumas brincadeiras para fazer na praia, como fazer desenhos com um pauzinho, depois desenhar com o dedo, construir castelos na areia, fazer bolinhos…deixe-a fazer buracos, “esmagar” construções, gatinhar/andar para chegar a alguma coisa.

Aos poucos, e com a sua ajuda, a criança vai descobrir que a areia é divertida!.

CONCLUSAO
A paciência e a compreensão são fundamentais para acompanhar o seu filho nestas situações de medo.

Brinque com o seu filho! Com experiências divertidas é mais fácil enfrentar as situações onde surge o sentimento de medo.

O melhor é mesmo começar por caminhar na areia molhada, sentir a água a molhar os pés, fazer desenhos na areia, ouvir o som do mar, ver as gaivotas, apanhar conchas para brincar… e acima de tudo, divertir-se com o seu filho!!

 

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Muitos desejos e projectos se avizinham da realidade. As férias aproximam-se velozmente e com elas as preocupações parentais sobre o que irão os seus filhos fazer no seu tempo de lazer e descanso. As opções são variadas e certamente muito interessantes. Ficar em casa e brincar no bairro, estar com os amigos num clube ou ATL, passar férias com familiares, realizar férias desportivas, entre outras opções que façam vibrar e descontrair as crianças e adolescentes neste período merecido de descanso!

Uma opção que provoca sempre muita espectativa, ansiedade e euforia é a participação das crianças nos campos de férias! Muitos anseiam tanto por estes momentos que provocam inclusive ciúme parental, em que as crianças preferem as férias com os amigos preterindo as férias (às vezes chatas) com os pais.

Para alguns é o repetir de experiencias positivas de anos anteriores em que regressam com maior descontracção aproveitando certamente para se divertirem mais ainda. Para outros é a primeira experiência.

A primeira vez de um sem número de coisas novas! Novas amizades, novos momentos longe dos pais, novos jogos e brincadeiras, novos desafios acopladas a uma maior responsabilidade também. Para além de se divertirem, para voltarem nos próximos anos, é de todo conveniente terem uma conduta ajustada e que não existam queixumes do comportamento, educação e atitude para com os colegas!

Permanecer longe dos pais por uma semana ou duas é um verdadeiro desafio para muitas crianças, mas ao mesmo tempo, torna-se uma boa maneira d conquistar novas amizades, tornarem-se mais auto confiantes e responsáveis. Muitas crianças vivenciam nos campos de férias os primeiros tempos fora de casa e sem os pais. A ansiedade é grande, o desejo de “liberdade” e pouco controle também. Contudo é uma liberdade aparente pois nestes campos existem regras, monitores, vigilantes que impedem excessos por parte das crianças. Eles nem sempre gostam desse controle mas é absolutamente fundamental.

Com larga tradição nos Estados Unidos, os “Summer Camp” são parte integrante já da tradição estudantil! Em Portugal é uma actividade relativamente recente mas já com uma oferta significativa e de muita qualidade. São diversos os campos de férias espalhados pelo país onde se desenvolvem actividades estimulantes e proporcionam-se momentos de eleição para a diversão infantil e juvenil.

A adaptação das crianças e adolescentes aos campos de férias é geralmente simples, pacífica e sem grandes complicações. Existem casos pontuais de inadaptação ou saudades extremas dos pais, que provocam insegurança e antecipam um regresso mais cedo a casa. Mas são excepções, mesmo nas crianças mais pequenas. Com idades a partir dos 8 a 10 anos muitas crianças são incluídas nos campos de férias sem qualquer objecção. Desde que a criança queira ir, demonstre agrado pelas actividades e pelo local e se sinta segura estão reunidas as condições para avançar sem receios nestas experiências marcantes para os nossos jovens. Em idades mais precoces o aconselhado é ir com um amigo ou conhecido para facilitar a integração

Como atrás referi, a oferta em Portugal já é considerável e com uma diversidade de actividades, tipos de locais, dimensão temporal dos campos e preços variados, o que favorece a escolha dos pais e filhos na altura da opção. Actividades ao ar livre são sempre contempladas o que é uma excepcional mais-valia, passeios, jogos de grupo, actividades radicais, actividades aquáticas, actividades desportivas e culturais até mesmo actividades agrícolas e pecuárias! Há de tudo um pouco para poder optar segundo o interesse dos filhos. Existem campos pequenos, com número mais reduzido de participantes ou campos situados em quintas ou mesmo herdades de grandes dimensões com grande afluência de crianças e jovens.

Para além da diversão e de uma experiência diferente considero que os campos de férias são úteis para as crianças e adolescentes. Aqui fazem novos amigos, com interesses comuns e diferentes, com vivências diferentes em que todos estão num mesmo nível. Sem que o nível económico, social e cultural seja perturbador das amizades criadas. Também é um excelente exercício de promoção de autonomia e responsabilização para os mais pequenos. Aqui vivenciam estar longe dos pais, onde aplicam regras de civismo, de boa educação, de conduta, de convivência com os outros, desenvolvem competências de socialização, de trabalho em equipa assim como de respeito pelos responsáveis hierárquicos.

Não só para as crianças os campos de férias trazem benefícios. Para os pais também! É um tempo que lhes permite estar tranquilos com os seus filhos e poder desfrutar da tranquilidade a dois muitas vezes ausentes do dia-a-dia. Trabalham também o afastamento dos filhos que ocorrerá mais tarde ou mais cedo e estas experienciam permitem aos pais aprenderem também a lidar com a ausência e saudades dos filhos.

Importa referir que os campos de férias podem ter todo este encanto de experiências e vivências mas também pode acarretar alguns dissabores. Os pais devem assegurar-se da segurança e cumprimento da legislação em vigor. Certificar-se da formação e experiência dos monitores. Devem tentar falar com alguém que já tenha experimentado determinado campo para averiguar como é o real funcionamento do campo. Não se iluda apenas pelas descrições de actividades a realizar ou pelas boas fotografias de gente sempre muito divertida! Reforço também a ideia das instruções prévias a dar ao seu filho. Que deve pedir ajuda sempre que necessário sem se sentir constrangido. Informar como proceder em caso de se sentir doente ou das dificuldades que poderá ter de enfrentar ao longo dos dias.

Finalizo com a reflexão de que acima de tudo considere o real interesse dos filhos em participar num campo de férias. São eles que têm de ficar agradados, não os pais. Os campos de férias nunca devem ser depósitos de crianças para descanso dos pais!

 

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Agosto é por tradição o mês das férias e do tão desejado e merecido descanso! Uma miragem que vai surgindo num horizonte longínquo e que se desvanece num ápice tão rápido que muitas vezes as pessoas nem saboreiam o descanso, como deveriam!

É um tempo privilegiado para a família, onde mais facilmente se coadunam horários e disponibilidades para o fortalecimento de laços familiares, e para fazer as coisas que durante o ano vão ficando de lado por falta de disponibilidade.

As férias são feitas para aproveitar os melhores momentos da sua vida junto com a sua família, não deixe que nada atrapalhe esse momento tão especial, e tão importante. São estes momentos de disponibilidade física e emocional praticamente total, que fortalecem as uniões familiares, sobretudo com as crianças.

É importante consagrar-lhes tempo de qualidade, mas também dedicar-lhes receptividade. Disponibilidade para jogar, para passear, para ir à praia, para ver os desenhos animados, para andar de bicicleta, para ir ao cinema,.., para rir e sorrir com os seus filhos.

Durante o vosso tempo de férias não fale em escola nem em trabalho. Deixe esse assunto para os últimos dias. Aproveite ao máximo! Liberte-se do stress do trabalho e solte as crianças e adolescentes das angústias e preocupações escolares. Recarregar baterias é importante para ambos e poder afastar-se emocionalmente da rotina é importante para possa regressar com mais motivação e vontade depois as férias. Aborde o regresso às aulas no final das férias, após as suas crianças terem sentido que valeu a pena e que esteve efectivamente com eles! Sentirão mais facilmente que valerá a pena o esforço escolar que terão de empenhar durante o próximo ano lectivo. Não seja alarmista nem pessimista pois de nada o irão ajudar. Converse com os seus filhos percebendo as expectativas, as vontades, as ambições, os receios, as angústias e os desafios que se colocam no futuro. Tente antever possíveis dificuldades e equacione com eles formas de apoio e intervenção atempadas que possam ser necessárias. A consciencialização e visualização de cenários possíveis, ajudam a que as crianças percebam as atitudes dos pais, frequentemente incompreendidas.

Aproveite estes momentos e leve os seus filhos para longe das rotinas que habitualmente possuem no seu dia-a-dia. Faça com que experimentem coisas novas. A sociedade contemporânea edifica paredes em volta das nossas vidas e preenche-as com tecnologia. É muito frequente encontrar crianças e adolescentes que pouco saem de casa ou espaços fechados e fazem outras actividades que não estar a ver televisão, navegar na internet ou jogar consola! Deixe isso de lado! Promova-lhes experiências ao ar livre e abra-lhes horizontes.

Muitos referem que não gostam disto ou daquilo por mero desconhecimento. Leve-os a descobrir, parta à aventura natural, cultural, social, gastronómica, desportiva… Tente organizar os dias de férias com actividades enriquecedoras de boa disposição e momentos de família. Possam ir fazer passeios pedestres pela montanha, andar de bicicleta pela beira-mar, ir acampar, fazer um piquenique na serra, descer o rio de canoa, ir à praia fazer snorkeling, experimentar jogos tradicionais, combinar umas futeboladas com os amigos, visitar aquele parque temático que os miúdos tanto solicitam, ir ao jardim zoológico, correr na praia,…, são uma imensidão de actividades que poderá realizar ao ar livre, sem tecnologia ou telemóvel por perto!

Se tiver possibilidade, vá para um lugar desconhecido, onde ninguém possa estar fisicamente e emocionalmente afastado do trabalho para que não o encontrem nem o perturbem com assuntos que podem ser resolvidos depois. Poderá, com os seus filhos, conhecer novas regiões, contactar com novos costumes, hábitos e culturas que culturalmente o enriquecerão.

No entanto, não necessita de passar férias fora de casa para poder aproveitar todos estes momentos. Na sua região existirão certamente actividades à sua disposição que nunca fez, museus ou monumentos que nunca visitou. Mesmo que implique uma deslocação maior, o nosso país é relativamente pequeno para que num redor relativamente próximo possa encontrar actividades tão diversas e tão proveitosas sem que tenha de gastar uma quantia elevada de dinheiro.

Não decida tudo sozinho! Dê oportunidade de se deixar levar pelas sugestões de actividades dos seus filhos. Vá ao interesse deles e mostre-se disponível. Será um excelente modo de poder estar próximo deles com actividades dos interesses deles e não somente dos seus! Deixe-os escolher a praia, a piscina, o campismo,…

É um erro! Não tente compensar os seus filhos do tempo que não se tem durante o ano. Faça-os sentir que as férias são sempre momentos de maior disponibilidade por parte dos pais e se torna mais fácil que possam estar juntos. Reflictam com eles o seu dia-a-dia e verá que lhe irão dar excelentes sugestões para que possam estar juntos ao longo do ano. Podem combinar almoçar juntos uma vez por semana, arranjar um momento após o jantar para brincar com eles, tentarem conciliar horários para irem juntos ao ginásio ou praticar uma actividade desportiva (ténis, jogging, caminhada…), organizem actividades para os feriados e fins-de-semana. Faça-os entender que são importantes para si não só nas férias, mas sempre!

Aquele abraço

Renato Paiva

 

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As férias escolares constituem uma pausa no ritmo acelerado de aquisição de informação e conhecimentos. É familiar a todos os jovens alunos ter que simultaneamente estudar para os testes, fazer os TPC’s e trabalhos de grupo, entre todas as restantes responsabilidades.

As crianças não têm tempo para viver a infância e brincar, sofrendo pressões para as quais ainda não estão preparadas e que podem desencadear stress. Cada vez há menos espaço para a leitura, para o sonho, para a música, para a dança, para o teatro, para a arte e para simplesmente brincar e fantasiar.

As pausas lectivas são um período de descanso e de lazer mas também de novas experiências, sendo importante que as crianças realizem actividades que lhes permitam desenvolver as suas competências sociais, artísticas e desportivas, que estimulem a sua criatividade, que aumentem a sua auto-estima e autonomia. “O brincar” ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a imaginação, entre tantas outras competências essenciais para um desenvolvimento cognitivo saudável.

Existem inúmeras actividades que estimulam as crianças, as com movimento, por exemplo, ajudam à oxigenação do cérebro provocando bem estar físico e psicológico, para além disso, quando o jovem pratica actividades com movimento faz representações mentais, sendo estas fundamentais para a organização do raciocínio e construção do conhecimento.

É compensador apostar em actividades desportivas e culturais, divertidas e ao mesmo tempo pedagógicas no período das férias escolares, oferecendo outras vivências para além da rotina diária, estímulos para que a criança possa conhecer mais proporcionando-lhe desafios cognitivos e novas “oportunidades de vida”.

É importante que a criança tenha a liberdade de explorar, de conhecer, de experimentar novos desafios, de partir à aventura com novos amigos e até eventualmente descobrir a sua vocação.