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“A participação dos pais/família na escola/jardim-de-infância

terá que ser entendida como

direito e como condição de cidadania”

Maria Luísa Homem

 

Pensar em educação de qualidade nos dias de hoje pressupõe que a família esteja presente na vida escolar de todos os alunos em todos os sentido em que a interacção entre escola e família são essenciais. Os educadores de infância são os profissionais com a responsabilidade pela organização de actividades educativas, individual e de grupo, com vista à promoção e incentivo do desenvolvimento físico, psíquico, emocional e social de crianças dos zero aos seis anos de idade. Nesse sentido, escola e família possuem uma grande tarefa, pois nelas é que se formam os primeiros grupos sociais de uma criança.

O educador de infância é o elo de ligação na relação escola – família, tendo a família o papel participante activo nesta relação/articulação. A construção de uma relação sólida no início da experiência de creche/jardim-de-infância implica que o educador conheça as experiências, a cultura, os valores e crenças educacionais da família. Nos dias de hoje em que os bebés iniciam desde tenra idade a frequência em contextos educativos na creche, ou um pouco mais tarde pelos três anos de idade no jardim-de-infância, o educador encara o relacionamento com as famílias como parte integrante das suas tarefas profissionais.

Para os pais o inicio deste percurso acarreta alguma ansiedade, descoberta mas também construir uma relação com o educador de infância que irá acompanhar o seu filho. Deste modo os pais sentem-se reconhecidos nas funções, bem como para partilharem preocupações, conquistas e expectativas. Esta relação com o educador deve ser incentivada e privilegiada pelos pais. A intencionalidade educativa e o trabalho com a família, são eixos fundamentais da prática educativa como profissional, que se torna crucial na relação que é estabelecida permitindo uma acção integrada na interligação família/educador de infância.

Os estudos desenvolvidos têm demonstrado a supremacias duma colaboração mais próxima entre as escolas e a família. Para além da relação que o educador de infância deve construir e manter com os pais, pela observação e acompanhamento no desenvolvimento e crescimento da criança, a relação inversa dos pais para a creche/jardim-de-infância torna-se basilar. Não podemos esquecer que no momento inicial de integração da criança, são os pais que conhecem mais e melhor a criança e é fundamental que diariamente possam trocar e partilhar essas informações com o educador. Se for bebé, as informações diárias tornam-se um eixo fulcral de uma estabilidade emocional, relacional e de desenvolvimento para o bebé bem como para os pais, pois compreendem que o ambiente onde está o seu bebé tenta compreendê-lo e respeitá-lo e dar resposta às suas necessidades.

 

Algumas estratégias na comunicação dos pais/família com os educadores de infância

  • Se não consegue ver todos os dias o educador, tenha um caderno de registo onde frequentemente deixa os seus registos e assim tem a certeza que a informação chega a quem passa o dia com o seu filho. Se na escola já tiverem esta prática do caderno, óptimo! Se não tiver fale com o educador e veja se ele concorda que possa ser uma boa estratégia de forma a passar a informação diariamente. Neste caderno registe aquilo que para si considere que seja importante de forma a contribuir para o bem-estar do seu filho: seja como dormiu, como comeu, que novas aquisições fez, algum cuidado especial a ter, uma novidade ou notícia familiar;
  • contacto telefónicos– nem sempre qualquer hora é a mais adequada pois existem momentos que o educador não está disponível para sair da sala e atender ao telefone. Se para si é importante telefonar e falar com o educador para saber como está o seu filho, ou para passar alguma informação, combine com o educador qual a melhor hora para ligar. Assim tem a certeza que o educador está disponível para falar consigo sem tirar tempo de interacção com o seu filho, ou com as outras crianças. Compreenda que partilhando as suas opiniões e perspectivas permite uma relação mais próxima do educador de infância, e isso fará que o profissional tenha uma atitude mais adequada e de resposta ás necessidades dos pais.
  • Reuniões de Pais– estes momentos de partilha de informações, como do projecto educativo das escolas, e dos projectos pedagógicos das salas (quer em creche ou em jardim de infância) são momentos em que conjuntamente com outros pais podem partilhar conjuntamente preocupações, interesses. Estas reuniões pretendem ser momentos calmos de partilha para a construção e fortalecimento da relação com os pais em que as famílias devem participar nas reuniões de pais organizadas pelo educador. Normalmente estas reuniões decorrem em três momentos ao longo do ano com o objectivo de organizar encontros individuais de forma a poder passar informação específica sobre o seu filho (podendo partilhar o que pretende fazer futuramente); organizar passeios como por exemplo o fim de semana para que os pais possam participar; organizar actividades para os pais ao longo do ano, sejam exposições de trabalhos dos meninos da sala, ateliês de enfeites de natal, a ajudar a fazer os fatos de carnaval, ou até uma actividade relacionada com o trabalho profissional dos pais ou para ajudar a organizar a horta.

 

O espaço escolar também pertence à família utilize-o! Poderá observar como a cooperação com o educador se mantém mais próxima e integrada pelo afecto, respeito e confiança, numa acção educativa participada onde o seu filho é o maior favorecido!

 

 

poster

Já se encontram abertas as inscrições para a próxima formação a realizar a 24 de Janeiro com a Drª Cláudia Bolas sobre Comunicação Linguagem e Fala.

A  comunicação é um processo complexo e contínuo que implica a transferência de informação de uma pessoa para a outra. Muitas pessoas não são capazes de comunicar através da fala, o que nos leva necessariamente à questão: como é que alguém que não fala pode comunicar?

É com alguma frequência que encontramos crianças em idade pré-escolar cujas dificuldades articulatórias constituem um sinal de perturbação da fala

A produção da fala implica a aquisição de um sistema fonológico estável, em conjunto com a coordenação motora dos órgãos responsáveis pela articulação dos sons, nomeadamente a língua, os lábios, o palato (céu da boca) e as bochechas. Estas aquisições ocorrem à medida que as crianças crescem e se desenvolvem, verificando-se progressivamente articulações mais correctas, em resultado de um domínio cada vez mais sólido dos sons da sua língua materna e de uma coordenação motora mais eficaz.

Independentemente da causa das Perturbações na fala o importante é que estas dificuldades tenham o apoio necessário. Vários profissionais têm observado que a permanência das perturbações da fala em alunos de 1º ciclo influencia negativamente a aquisição da leitura e escrita. Neste processo de aprendizagem um dos passos cruciais consiste na reflexão sobre a oralidade, consequentemente, se o aluno apresenta alterações na produção dos sons, irá transportar estas dificuldades para a leitura e escrita.

 

Nesse sentido convidamos a Dr.ª Cláudia Bolas para connosco partilhar o seu conhecimento e experiência numa formação com os seguintes objectivos:

* Conhecer os tipos de perturbação do desenvolvimento da linguagem

* Prevenir e actuar em contexto de sala de aula de forma eficaz

* Dissociar o atraso do desenvolvimento da linguagem de perturbação específica do desenvolvimento da linguagem.

 

Esta acção ocorrerá no dia 24 de Janeiro entre as18h e as 20h,  num momento informal e descontraído de partilha mútua entre com a Dr.ª Cláudia Bolas  e todos os que quiserem juntar-se a nós neste momento no auditório do Metropolitano de Lisboa (dentro da estação do metro do alto dos moinhos).

 

A formadora é a Dr.ª Cláudia Bolas, Docente Universitária na Universidade Egas Moniz nas áreas da comunicação e fala, é Terapeuta da Fala na Clínica da Educação e formadora nas áreas da comunicação, linguagem e fala.

 

Convidamo-lo(a) a estar também connosco. a participação nesta acção tem um custo de 20€ (valor sem iva).

Poderá inscrever-se aqui:

poster


A  comunicação é um processo complexo e contínuo que implica a transferência de informação de uma pessoa para a outra. Muitas pessoas não são capazes de comunicar através da fala, o que nos leva necessariamente à questão: como é que alguém que não fala pode comunicar?

É com alguma frequência que encontramos crianças em idade pré-escolar cujas dificuldades articulatórias constituem um sinal de perturbação da fala

A produção da fala implica a aquisição de um sistema fonológico estável, em conjunto com a coordenação motora dos órgãos responsáveis pela articulação dos sons, nomeadamente a língua, os lábios, o palato (céu da boca) e as bochechas. Estas aquisições ocorrem à medida que as crianças crescem e se desenvolvem, verificando-se progressivamente articulações mais correctas, em resultado de um domínio cada vez mais sólido dos sons da sua língua materna e de uma coordenação motora mais eficaz.

Independentemente da causa das Perturbações na fala o importante é que estas dificuldades tenham o apoio necessário. Vários profissionais têm observado que a permanência das perturbações da fala em alunos de 1º ciclo influencia negativamente a aquisição da leitura e escrita. Neste processo de aprendizagem um dos passos cruciais consiste na reflexão sobre a oralidade, consequentemente, se o aluno apresenta alterações na produção dos sons, irá transportar estas dificuldades para a leitura e escrita.

 

Nesse sentido convidamos a Dr.ª Cláudia Bolas para connosco partilhar o seu conhecimento e experiência numa formação com os seguintes objectivos:

* Conhecer os tipos de perturbação do desenvolvimento da linguagem

* Prevenir e actuar em contexto de sala de aula de forma eficaz

* Dissociar o atraso do desenvolvimento da linguagem de perturbação específica do desenvolvimento da linguagem.

 

Esta acção ocorrerá no dia 24 de Janeiro entre as18h e as 20h,  num momento informal e descontraído de partilha mútua entre com a Dr.ª Cláudia Bolas  e todos os que quiserem juntar-se a nós neste momento no auditório do Metropolitano de Lisboa (dentro da estação do metro do alto dos moinhos).

 

A formadora é a Dr.ª Cláudia Bolas, Docente Universitária na Universidade Egas Moniz nas áreas da comunicação e fala, é Terapeuta da Fala na Clínica da Educação e formadora nas áreas da comunicação, linguagem e fala.

 

Convidamo-lo(a) a estar também connosco. a participação nesta acção tem um custo de 20€ (valor sem iva).

 

Inscreva-se preenchendo o seguinte formulário.

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fala

É com alguma frequência que encontramos crianças em idade pré-escolar cujas dificuldades articulatórias constituem um sinal de perturbação da fala. Segundo Scott (2002), grande parte das perturbações na fala surgem em idade pré-escolar.

A produção da fala implica a aquisição de um sistema fonológico estável, em conjunto com a coordenação motora dos órgãos responsáveis pela articulação dos sons, nomeadamente a língua, os lábios, o palato (céu da boca) e as bochechas. Estas aquisições ocorrem à medida que as crianças crescem e se desenvolvem, verificando-se progressivamente articulações mais correctas, em resultado de um domínio cada vez mais sólido dos sons da sua língua materna e de uma coordenação motora mais eficaz.

Geralmente, por volta dos 5 anos de idade as crianças conseguem produzir e utilizar todos os sons, contudo, é com alguma frequência que encontramos crianças em que o domínio dos sons não ocorre de forma espontânea, nem dentro da faixa etária esperada. São crianças que apresentam dificuldades em produzir determinados sons, realizando substituições, omissões e distorções (como por exemplo: Casa – Tasa, Cadeira – Cadeia, Sapo – Chapo).

Perante estas dificuldades pais e educadores devem recorrer a um técnico especializado, o Terapeuta da Fala, para que este possa realizar uma avaliação detalhada.

A avaliação em Terapia da Fala passa pela recolha de informações sobre o desenvolvimento da criança, observação directa e aplicação de testes e provas de avaliação. A troca de informações e a solicitação de um parecer ao educador também é bastante importante neste processo.

Após a avaliação estar completa, o Terapeuta da Fala consegue distinguir a natureza das alterações na fala (Perturbação Articulatória e/ou Perturbação Fonológica), conseguindo assim planear uma intervenção dirigida às dificuldades da criança.

 

– Perturbação Articulatória, quando a criança apresenta dificuldades em produzir os sons, consequência de uma falha na execução dos movimentos motores dos órgãos responsáveis pela produção da fala.

– Perturbação Fonológica, quando a criança apresenta dificuldades na organização          mental dos sons, não os conseguindo produzir correctamente na palavra. Nesta   perturbação a execução dos movimentos motores encontra adequada.

 

Estas perturbações podem ter como causa:

  • A falta de estimulação;
  • O uso prolongado de chupeta (além dos 2 anos de idade);
  • A existência de familiares com alterações da fala;
  • Alterações no desenvolvimento (doenças cerebrais na infância, atraso no desenvolvimento físico, atraso no desenvolvimento linguístico);
  • Anomalias orgânicas (má-oclusão dentária, dificuldade em mover as estruturas responsáveis pela produção dos sons);
  • Dificuldades perceptivas (perda auditiva, memória auditiva, dificuldade na discriminação dos sons).

 

Estratégias para pais e educadores de crianças com dificuldades na fala

A colaboração activa de pais e educadores é a receita ideal para que o trabalho do Terapeuta da Fala seja o mais eficaz e persistente quanto possível. Embora cada caso e cada tipo de perturbação tenha orientações específicas, existem algumas regras básicas que facilitarão as aprendizagens das crianças com dificuldades na fala:

Compreender que as dificuldades ao nível da fala requerem algum tempo para serem superadas, não transmitindo ansiedade e demasiadas expectativas à criança;

Não imitar a criança quando esta comete um erro ao falar;

Dar sempre um modelo de fala correcto;

Incentivar a criança a expressasse oralmente em qualquer situação;

Valorizar sempre as aprendizagens, mesmo quando estas ocorram de forma mais lenta;

Realizar actividades que estimulem a fala (jogos, leitura de histórias, teatros com fantoches, etc.);

Explicar aos amigos da criança as suas dificuldades, para que estes a possam ajudar e não a tornem alvo de chacota.

 

Independentemente da causa das Perturbações na fala o importante é que estas dificuldades tenham o apoio necessário. Vários profissionais têm observado que a permanência das perturbações da fala em alunos de 1º ciclo influencia negativamente a aquisição da leitura e escrita. Neste processo de aprendizagem um dos passos cruciais consiste na reflexão sobre a oralidade, consequentemente, se o aluno apresenta alterações na produção dos sons, irá transportar estas dificuldades para a leitura e escrita.

É essencial que uma criança com este tipo de dificuldades seja avaliada/intervencionada o mais precocemente possível, evitando o comprometimento do seu percurso escolar.